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Se o desejo de voar é mais forte,
Desprenda-se e bata asas para longe.
Não deixe a promessa do tudo ganhar,
Pois ela vai arrancar-lhe as penas.

Ande para o Sul, Leste, Norte, Oeste, como os pássaros.
Sente-se na sombra e tire os sapatos,
Desamarre os cordões de ferro que o tempo enferrujou.
Deixe para amanhã o que era para hoje.

Se sentir fraqueza quando tentar partir,
Lembre-se de tudo que já andou e viveu.
Olhe no espelho e leia o que seus olhos escrevem.
Vire as costas, apague a luz e feche a porta.

* Poesia escrita em outubro de 2010

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