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O canal

Em maio, o Sol aparece às vezes, quando a chuva e as nuvens tiram folga.

Neste dia, ele veio.

Ela estava sentada na beira do canal, perto da ponte, que tinha flores, muitas flores.

De bicicleta, com seu cabelo louro esvoaçado, ele pedalava vagarosamente, absorvendo os raios escassos daquela primavera.

Passou por ela e virou a cabeça. Viu reluzir o amarelo na água ondulada do Amstel.

Apertou o freio com a mãe esquerda. Andou em direção a ela, hesitou por um instante, mas não resistiu.

– E se Amsterdã fosse sempre assim? Cheia de Sol… – disse ele, despertando a garota que fitava o casal de patos nadarem no meio do canal. Ela olhou, sorriu, pensou e disse:

– Amsterdã seria o paraíso.

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