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Quem trabalhava nos supermercados brasileiros na época da hiperinflação, passava o dia todo remarcando preços de produtos. A Dinamarca, que tem uma das economias mais estáveis do mundo, está muito longe de sofrer desse mal. Se em um cenário catastrófico isso acontecesse, bastaria um “enter” para os produtos receberem novos preços.

Preços eletrônicos no supermercado

Ao lado, você pode conferir que quando o assunto é tecnologia, os dinamarqueses tiram máximo proveito da situação. No supermercado, todos os itens têm preços eletrônicos. A qualquer momento, uma escova de dentes, como esta na foto, pode entrar em promoção.

Na biblioteca pública da cidade de Aarhus, localizada na península da Jutlândia, a 190 quilômetros da capital dinamarquesa Copenhague, o usuário pode fazer o pedido do livro pela Internet e ir buscá-lo sem precisar ficar procurando nas centenas de prateleiras. A obra ficará reservada em um local específico.

Com o livro em mãos, é só ir até uma máquina e passar uma espécie de RG dinamarquês no leitor de código de barras. A devolução também é feita de forma automatizada, como vocês podem conferir no vídeo abaixo. O leitor entrega as obras para umas das máquinas, que organizam e catalogam os livros, facilitando o trabalho dos funcionários da biblioteca na hora de retorná-las às prateleiras.

Mas preços eletrônicos e máquinas com esteiras rolantes que separam livros não são coisas tão revolucionárias. Impressionante mesmo é como eles preservam a história da Dinamarca no museu em céu aberto “Den Gamle By”, que em português significa “A cidade velha”.

Mulheres com vestimentas de época caminha pelas ruas da cidade velha

Ir a Aarhus e não visitar esse museu é um erro imperdoável. Apesar de um pouco cara – a entrada custa quase 14 euros -, a atração é realmente única e surpreendente.

Desde 1910, casas do século XVI ao século XX são literalmente transportadas tijolo por tijolo para esta pequena cidade que atualmente abriga 75 construções arquitetônicas de estilo renascentista, barroco e rococó.

A maioria pode ser visitada por dentro. Em seu interior, a decoração foi reconstruída de forma original e detalhista com móveis, ferramentas, utensílios e vestimentas das diferentes épocas. É, sem dúvida, uma viagem na máquina do tempo.

Sapataria do século XVIII

Você poderá conferir como funcionava uma padaria em 1885 ou o correio e telégrafo do século passado. Ao todo, são 35 diferentes tipos de oficinas, incluindo fábrica têxtil, moinhos, loja de chapéus, tabacaria, escola primária, destilaria, dentre outras.

Recentemente, o museu começou a reconstruir as casas do século XX, que têm previsão de estar prontas em 2012. Mas algumas atrações já estão disponíveis, como a loja de televisores e vitrolas de 1974.

Loja de televisores antigos dentro da cidade velha

A dica é reservar o dia todo para passear pela cidade. Em alguma das antigas casas, funcionam lojas, restaurantes e cafés. Se você quiser economizar, leve lanches na mochila e encontre algum banco perto do rio que corta a mini-cidade para matar a fome e recarregar as energias.

Confira na seção de vídeos algumas imagens da cidade velha.

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